2026

5° Encontro Theophilus

MONTE ALTO • SP

Visão Geral

O Encontrão Theophilus 2026 propõe um percurso de aprofundamento sobre a unidade entre o Antigo e o Novo Testamento, mostrando como a Sagrada Escritura é recebida, interpretada e vivida pela Igreja à luz de Jesus Cristo.

A partir da tradição dos Padres da Igreja, o encontro apresenta a Bíblia como Palavra viva: uma Palavra que deve ser lida em oração, conduz à transformação da vida, purifica o coração e encontra na celebração litúrgica uma de suas expressões mais profundas. Orígenes, Santo Ambrósio, São Jerônimo, São João Crisóstomo, Santo Agostinho, os Padres Capadócios e São Leão Magno aparecem como testemunhas dessa leitura espiritual e eclesial das Escrituras.

O Antigo Testamento e sua plenitude em Cristo

Uma das questões centrais do encontro é: o Antigo Testamento continua válido para os cristãos? A resposta apresentada é afirmativa. Cristo não veio abolir a Lei e os Profetas, mas levá-los ao seu pleno cumprimento. Por isso, o Antigo Testamento permanece Palavra de Deus e deve ser compreendido à luz da plenitude revelada em Jesus.

Essa relação é aprofundada por meio de temas concretos, como sábado e domingo, os Dez Mandamentos, o uso de imagens e o sacerdócio, mostrando como elementos da Antiga Aliança são recebidos e iluminados pelo Novo Testamento.

As raízes judaicas da fé cristã

O encontro também aborda a relação entre cristianismo e judaísmo a partir da declaração conciliar Nostra Aetate. A Igreja reconhece que não pode compreender plenamente sua própria identidade sem recordar suas raízes em Israel, de quem recebeu as Escrituras, os Patriarcas, os Profetas, a esperança messiânica e, segundo a carne, o próprio Cristo.

Essa reflexão conduz ao diálogo, ao respeito e à rejeição do antissemitismo, ao mesmo tempo em que recorda a fidelidade de Deus às suas promessas e o patrimônio espiritual compartilhado entre cristãos e judeus.

Israel bíblico e o mundo contemporâneo

Por fim, o encontro propõe distinguir conceitos que muitas vezes são confundidos: Israel bíblico, judaísmo, povo judeu, sionismo e o moderno Estado de Israel. A reflexão busca oferecer critérios para uma leitura cristã que reconheça tanto as raízes bíblicas da fé quanto a complexidade das questões históricas e políticas contemporâneas.

“O Novo Testamento está oculto no Antigo, e o Antigo está patente no Novo.”

Santo Agostinho

Em seu conjunto, o Encontrão Theophilus 2026 convida a redescobrir a Sagrada Escritura como uma única história da salvação, na qual promessa e cumprimento, Antigo e Novo Testamento, Escritura e Tradição encontram sua unidade definitiva em Jesus Cristo.

Formador no Seminário Nacional “Cristo Sacerdote” em La Ceja, Colômbia.

O Antigo Testamento na leitura dos Padres da Igreja

A Patrística nos ensina a ler Cristo nas Escrituras

Resumo

A Bíblia nos Padres da Igreja

A apresentação mostra como os Padres da Igreja compreenderam a Sagrada Escritura não apenas como um texto a ser estudado, mas como Palavra viva de Deus, capaz de formar, transformar e conduzir o cristão à comunhão com Ele.

A partir de autores como Orígenes, Santo Ambrósio, São Jerônimo, São João Crisóstomo, Santo Agostinho, os Padres Capadócios e São Leão Magno, são apresentados cinco grandes ensinamentos sobre a Bíblia:

  • É Palavra viva;
  • É lida em espírito de oração;
  • Impulsiona à ação e ao amor;
  • É caminho de purificação e crescimento espiritual;
  • É celebrada na vida litúrgica da Igreja.

A leitura bíblica, nessa perspectiva, une estudo, oração, contemplação e vida concreta. Santo Agostinho recorda que a verdadeira interpretação conduz ao amor de Deus e do próximo; os Padres Capadócios apresentam a leitura como caminho de purificação interior; e São Leão Magno evidencia a profunda relação entre Escritura e Eucaristia.

Em síntese, a tradição patrística ensina que amar a Bíblia significa escutá-la, rezá-la, vivê-la, deixar-se transformar por ela e celebrá-la na vida da Igreja.

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